sexta-feira, 28 de março de 2008

SEGUNDO FATOR: NÃO HÁ QUALQUER PLANETA

No sistema Alpha Aurigae ou Capella para muitos, foi detectada apenas uma formação protoplanetária que tanto pode dar origem a um planeta do tipo jupiteriano, com massa superior a cinco vezes nosso gigante gasoso, como também a uma ou mais estrelas anãs de tipos variados – anãs brancas, vermelhas e marrom. Não há qualquer possibilidade de vida orgânica sem a existência de um planeta rochoso. As anãs marrons não são incomuns como podemos ver na imagem abaixo obtida de Gliece 229B, algumas delas podem estar cercadas de planetas dos mais variados tipos.





A tecnologia observacional nos dias atuais está equipada para descobrir até mesmo pequenos planetas semelhantes à Terra e se existisse algum no sistema Capella, muito provavelmente ele já teria sido encontrado, mesmo porque existem vários métodos de buscas; não nos valemos tão somente de meios ópticos e de observações diretas. Veja o exemplo seguinte.

PARIS, 24 abr (AFP) - Um planeta "do tipo terrestre habitável", capaz de abrigar vida extraterrestre, foi detectado pela primeira vez por uma equipe de astrônomos em um sistema planetário extra-solar, segundo um estudo publicado na revista Astronomy and Astrophysics.Além disso, acrescentou, "seu raio seria 1,5 vezes o da Terra", o que indicaria "ou uma constituição rochosa (como na Terra), ou uma superfície coberta de oceanos". A gravidade em sua superfície é 2,2 vezes a da superfície da Terra, e sua massa muito fraca (5 vezes a da Terra).Descoberto com o telescópio "Harps" de 3,6 m do Observatório Espacial Europeu (Eso) da Silla, no Chile, este planeta orbita em 13 dias em torno da estrela Gliese 581 (Gl 581), da qual está 14 vezes mais próximo do que a distância da Terra para o Sol.

Alguns desses planetas são classificados como TECTONICA de GIGANTES ROCHOSOS, pois além de rochosos, atingem a massa correspondente a 10 vezes a da Terra. Há algum tempo vem sendo discutido a questão de sua estrutura interna que pode ser semelhante à do nosso planeta. Uma segunda Terra, em formação, pode ter sido descoberta a 424 Ly de distância, orbitando a estrela HD113766, mais jovem do que o Sol. De acordo com as primeiras observações, a estrela possui um cinturão de poeira e rochas, moléculas d´água, e formações rochosas comparáveis em tamanho, ao planeta Marte. As observações feitas pelo telescópio espacial Spitzer mostram que este sistema apresenta condições ideais para a formação de um planeta como a Terra, não contendo demasiado gás (hidrogênio), característica dos sistemas mais novos, e que poderia levar à criação de mais um gigante joviano, como é comum encontrar, nem contém, ao que se percebe, planetas já formados, o que poderia indicar um sistema já com alguma idade.

Conforme podemos perceber, não é de se encontrar planetas orbitando estrelas jovens como Capella, conforme demonstra o exemplo apresentado, bem como numerosos outros exemplos já observados.





TERCEIRO FATOR: A EXISTÊNCIA DE PLANETA ROCHOSO


Se existisse algum planeta em órbita de alguma das nove estrelas do Sistema Capella, ele haveria de ser encontrado na chamada zona habitável para estar qualificado a desenvolver alguma forma de vida orgânica. Veja como exemplo, o nosso sistema solar:





Ao lado temos uma boa sugestão de leitura para um conhecimento mais razoável sobre as estrelas. O que tem levado muitas pessoas à defesa intransigente e fanática dos exilados de Capella é a ignorância científica.

Se tivesse sido possível algum planeta semelhante à Terra ter orbitado Capella Aa ou Ab, durante sua juventude, provavelmente teria sido reduzido em breve tempo à cinzas.



Atualmente, as zonas habitáveis de Capella Aa ou Ab são mais distantes externamente do que a distância orbital média entre estas duas estrelas. (Se considerarmos como únicas estrelas do sistema, a órbita de um planeta “algo semelhante” à Terra, ao redor de Aa, seria centrada atualmente em torno do AU 8.7 -- justo dentro das distâncias orbitais de Saturno no sistema solar, e para a órbita da zona habitável de Ab teríamos aproximadamente AU 7.8, entre as distâncias orbitais de Jupiter e Saturno.) E somente poderia ter ocorrido durante um tempo muito curto levando-se em conta a combinação das fases das duas estrelas no presente. Se levarmos em conta a combinação do par Aab a zona habitável avança para algo próximo de 12,5 AU externamente ao binário.






A Terra é um planeta rochoso , bem como todos os planetas interiores.

Sob certo ponto de vista, não seria errado afirmar que o terceiro planeta a partir do Sol é duplo, isto é, são dois planetas girando em torno de um centro comum de gravidade. Não é assim que costumamos nos referir a Terra e a Lua, mas esta seria uma possível forma de classificação.

O motivo é simples. Terra e Lua (assim como Plutão e seu único satélite, Caronte) apresentam a maior correlação de massa de todo o Sistema Solar. Normalmente os satélites têm milhares, às vezes milhões de vezes menos massa que seus planetas. No sistema Terra-Lua a correlação de massa é1/81 (isto é, a Lua tem 81 vezes menos massa que a Terra).






Sem planetas a vida orgânica é impossível, portanto, a atenção dos astrônomos volta-se para os sistemas que apresentam as condições satisfatórias ao desenvolvimento de planetas. Nem todas as estrelas possuem planetas. O interesse por Capella é pequeno, uma vez que a possibilidade de existência de planetas em condições de habitabilidade encontrar-se descartada.


3 comentários:

C Notari disse...

Acho interessante a análise, mas vejo que a base toda é na busca de vida orgânica.

A vida orgânica é de planetas de baixa evolução espiritual, nos quais temos uma grande influência da matéria. Se tivéssemos apenas planetas como a Terra estaríamos em contradição com o que disse Kardec, que na evolução nos tornamos espíritos superiores, que são etéreos, não influenciados pela matéria. Dessa forma não teríamos encarnações para espíritos superiores, o que vai de encontro com o explicado nos livros de Kardec.

Li um livro muito bom de Camille Flammarion sobre a vida em outros mundos, e pude vislumbrar um pouco do que podemos ter em diferentes formas.

Uma outra coisa que me impressionou recentemente foi a busca dos cientistas pela matéria escura/ dark matter... que Kardec já havia descrito como Fluído Universal. Lembremos que na época de Kardec a ciência era muito atrasada, e algumas verdades não foram bem escritas.

Mantendo a mente aberta, não quero me restringir a o que sabemos hoje. Afinal, 500 anos atrás o mundo era chato e tinha fim...

Mirgon Kayser Junior disse...

Concordo com tuas colocações de maneira geral, Notari.
No caso específico, os "exilados" em questão seriam originados de um planeta mais adiantado que a Terra. Entretanto, não podemos esquecer que seriam mais adiantados, mas nem tanto assim.
O estágio dos "exilados" seria de alguns passos além do que somos hoje.
Certamente que, mesmo galgando muitos passos, nossa condição encarnada ainda permanecerá como organismo bastante materializado.
Portanto, existem três possibilidades possíveis, nesse caso.
1)A tese é uma farsa completa;
2)A história (ou parte dela) é verídica, mas a origem não é Capella ou;
3) Capella "alçou" voo para uma condição mais etérea de existência, assunto para o qual ainda não temos elementos suficientes para entender como funciona de fato.

www.blogdomirgon.blogspot.com

Anônimo disse...

Sempre tive uma grande curiosidade por este livro, pensei que Capella fosse um nome bonito para o planeta Marte... Mas agora, lendo o seu blogue eu nem vou ler esse livro, que pena, gostei da análise que você fez da inexistência de planetas neste sistema, e outra coisa, foi ótimo encontrar alguém que tenha resumido de forma simples estes conceitos astronômicos.

xaxeila