sábado, 3 de junho de 2017

A NATUREZA FÍSICA DOS CAPELINOS


PARTE 1

Em 2007, escrevi alguns artigos sob o título "Os Exilados não são de Capella", Durante dez anos algumas pessoas têm apresentado seus comentários e críticas, que servem de desdobramento e aprofundamento para novas idéias a respeito de tão fascinante tema. Mesmo as que não permiti publicar, por razões diversas, não foram desconsideradas - julgo de utilidade somente aquelas que se prestam à reflexão útil. A Construção do Conhecimento humano apresenta fases que não podem ser depreciadas sem prejuízo dessa construção.

Segundo Carl Sagan, "O Método Científico" é comprovado e verdadeiro. Não é perfeito, é apenas o melhor que temos. Abandoná-lo, junto com seus protocolos céticos, é o caminho para a idade das trevas".

A construção do conhecimento independente de sua natureza, amplitude, ou mesmo profundidade, não é absoluto em sua metodologia construtiva, mas segue uma coerência  lógica sem dela jamais se afastar. O Método Científico é uma das múltiplas formas ou possibilidades de construção de conhecimento que não restringe o livre pensar lógico, reunindo idéias, reflexões, axiomas, teorias, experimentações e proposições visando debates aprofundados e fecunda multiplicação de idéias, sem se constituir em dogmas ou leis infalíveis. Nada é indicutível e nada é absoluto, mas tudo precisa ser posto a prova para ter alguma aceitação e vir a ser considerado parte de alguma outra teoria. Nada impede de representá-lo como uma teia ou rede onde se inserem inúmeros fatores sociais, culturais e ambientais. A movimentação pode depender da natureza do conhecimento.

Ao analisar a Engenharia do Conhecimento, fiquei tentado em adaptar um PROJETO HUMANO VISÍVEL ao estudo que hora nos propomos faser. 

DIMENSÕES DA CONSTRUÇÃO DA CIÊNCIA:

1- Dimensão Filosófica: caracteriza a ciência no seu aspecto dinâmico, dando ênfase aos processos investigativos de trabalho, usados pelos cientistas como elementos de metodologias próprias.

Astrobioloiologia ou hexobiologia, enquanto filosofia apresenta-se com um corpo teórico idealizado proposto para um estudo inicial. Recorrendo-se às dimensões sociológicas e psicológica surgem novas possibilidades, e as discussões aprofundam-se.

2- Dimensão Sociológica: refere-se às relações entre os membros da comunidade científica ou de uma sociologia interna e às inter-relações que se estabelecem com a sociedade em geral, conhecida também como sociologia externa. Retirando-se da Dimensão Sociológica, a Dimensão Filosófica resta-nos o campo da Autoridade.

3- Dimensão Psicológica: refere-se às características psicológicas dos cientistas que influenciam o seu trabalho. O cientista que investiga qualquer teoria (conhecimento apresentado) sob os aspectos sociológicos e psicológicos em geral não consegue se libertar das interferências anímicas em suas conclusões, opiniões e posicionamentos. O cientista que investiga qualquer teoria é influenciado diretamente por doutrinas que permeiam em seu cérebro. Enquanto uns utilizam seus pensamentos materialistas e ateus outros se deixam levar ao sabor das ondas espiritualistas e espiritistas, sem separa o que tem de realidade do que se apresenta imerso de fantasias obscuras.

Retirando-se do CAMPO "TEORIA" (CONHECIMENTO) os aspectos sociológicos e psicológico, o conhecimento permanecerá estagnado, que, convenhamos não é nada bom.  Suprimindo-se a DIMENSÃO PSICOLÓGICA,  segundo o diagrama PHV apresentado acima, a teoria em construção permanecerá entregue ao campo da CONTROVÉRSIA; se retirarmos a DIMENSÃO SOCIOLÓGICA, a teoria perderá os campos CONTROVÉRSIA, ENCONTRO, AUTORIDADE e não encontrará meios para ser PUBLICADA, salvo se precariamente, incompleta em seu significado, tal como ocorre na supressão das outras duas dimensões.

O CAMPO TEÓRICO encontra-se nos domínios do CONHECIMENTO FILOSÓFICO onde subsiste como algo provável ou improvável. A EXPERIMENTAÇÃO pretende ser independente da DIMENSÃO SOCIOLÓGICA mas permanece atrelada às outras duas dimensões mas sem a interferência do campo do CONHECIMENTO e da própria TEORIA que está se buscando comprovar. aí reside a grande dificuldade humana.

A PUBLICAÇÃO está pronta para ocorrer quando se mostra um corpo teórico pronto para ser sabatinado nas três dimensões como VERDADE SOCIOLÓGICA, VERDADE PSICOLÓGICA E VERDADE FILOSÓFICA. O ideal é que apresente um valor VERDADE único, fora de qualquer contestação. Enquanto restar um ponto de contestação duas possibilidades existem:

(i)  A TEORIA ainda não é axiomática;
(ii)Quem examina a TEORIA não está pronto para se entregar ao estudo dos aspectos científicos e da quebra da IDEOLOGIA DO TEXTO CONCLUSIVO.

Quando a TEORIA  se torna um AXIOMA (uma evidência por si mesma) é possível afirmar pronta para publicação como expressão da VERDADE, o que está muito longe de ocorrer com a questão que envolve OS EXILADOS DE CAPELLA. Uma publicação com base unicamente na AUTORIDADE é uma temeridade para o corpo doutrinário espírita, bem como para a CIÊNCIA isoladamente. Quando não se pode provar uma TEORIA  a ponto de esgotá-la o suficiente para torná-la axiomática, recomenda-se a única alternativa segura: REJEIÇÃO.

A  PUBLICAÇÃO tem uma dimensão histórica quando bem conduzida nos parâmetros da CIÊNCIA, realça o caráter de arquivo, e confere-lhe uma perspectiva de atividade dinâmica que progride ao longo do tempo.

"Há muitos milênios um dos orbes de Capela,  que guarda muitas afinidades  com o globo terrestre, atingira a culminância de um dos seus extraordinários ciclos evolutivos." (A Caminho da Luz)

Esse texto que fizemos referência não tem dimensão histórica, não tem valor científico, não obstante apresente desencontros com a crença da maioria espírita, como veremos a seguir:

1- O texto tenta sustentar como verdade a existência de pelo menos um orbe no sistema Capella, pressupõe que uma esfera planetária possa servir de morada para uma humanidade fora da Terra, ainda não comprovada para a Ciência, O que sabemos oficialmente dobre o assunto, é que não foi encontrada nenhuma formação de planetas, que a região contida no raio de 1 ly (ano-luz) além das quatro estrelas que se agrupam muito próximas (o par das gigantes amarelas separadas por 104 milhões de quilômetros com captura de massa de uma para a outra) e duas anãs, que segundo Roberge, concentram mais carbono gasoso do que o esperado, "podendo ter sido esse o aspecto do sistema solar quando jovem"; podemos também estar diante de um sistema de natureza diferente, embora estejamos diante de um sistema demasiadamente jovem para conter algum planeta com possibilidade de abrigar alguma forma de vida inteligente. A origem do carbono gasoso ainda não é suficientemente conhecida, talvez tenha origem  presente nos asteroides em colisão, O que temos de fato é sua presença em muitas estrelas em função da nucleossíntese. É mais seguro tratarmos a existência de qualquer planeta rochoso como mera especulação.

2- Examinamos a ANÁLISE ESPECTROSCÓPICA  de Capella. As imagens que revelamos em uma das páginas que escrevemos em nosso blogger referem-se a Capella (Ab) obtidas pelos quatros detectores ASCA. Obtemos com os detetores SOLID-STAT do SPECTOMETER DA IMAGEM LATENTE ou, como é conhecido pela sigla, SIS, operados na modalidade ACOPLADA (CCD) com quatro cargas do dispositivo (SIS 1, CIS 3, CIS 2, SIS O). Em cada imagem registramos a presença do gás, sendo observada também a calibração do ferro.

3- Suponha, mesmo sendo improvável, pois as análises não têm demonstrado ser verdadeiro, que algum planeta esteja numa órbita na zona considerada habitável. Ele precisa ser rochoso, ter água suficiente em estado líquido, e uma química, diríamos, completa para a vida orgânica em uma de suas duas bases (C e Li). Para contemplar o texto de F. C. Xavier (atribuída a Emmanuel) surgem uma outra questão, que a vida tenha surgido nesse planeta até agora hipotético, coisa também muito difícil de provar.

4- Um sistema com duas estrelas gigantes orbitando um centro de massa e outras estrelas anãs um pouco mais distantes com seus centros de massas comuns, ocorrendo aos pares, torna o sistema altamente instável. As estrelas estão distribuídas num raio de 1 ly como temos dito, e uma região embora habitável não o seria em presença de um bombardeio intenso de raio-X . Pelos cálculosessa zona habitável não está a menos de 12 uA do centro de massa das estrelas principais. O limite do sistema situa-se dentro de um raio de 6,3072 E4 uA.


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