terça-feira, 25 de dezembro de 2007

Parte 3: De onde veio o Hidrogênio da Terra?

Dois grandes problemas científicos permanecem sem solução: o surgimento do Universo, se podemos considerar que ele tenha tido uma origem, e o marco zero da vida orgânica no planeta Terra. Para alguns problemas a Ciência tem solução satisfatória; para outros boas especulações sob a forma teórica e há o caminho da fantasia... Cada um vê o mundo e o universo com o conhecimento que construiu nesta e em outras existências.



Percorrendo o Museu de Zoologia da USP o visitante se depara com uma nebulosa, uma peça de artes plásticas, pintada na parede com seus tons roxo e pontos prateados brilhantes (foto acima). Assina a obra, Eduardo Kobra, trazendo seu toque de arte e uma história que remonta muitos bilhões de anos.
Não há quem não pare diante da peça, com seus pensamentos envolto por inúmeras questões:
"Como tudo começou?"
"Quem criou o Universo?"
"Existe Deus?"
Nem sempre o Homem consegue respostas imediatas às suas perguntas. Algumas demandam anos, lustros, decênios ou até mesmo muitos milênios. Só lhe resta se contentar com a fantasia. Assim ele criou a visão mítica do Universo. Ao lado da visão mítica existe, todavia, uma visão científica do Universo, visão essa baseada em percepções intuitivas que acabam culminando com experimentações elaboradas e custosas.


Os exilados de Capella são uma fantasia que permeia no Movimento Espírita Brasileiro e que não se sustenta quando somos levados a um estudo mais aprofundado da Astrofísica, com base nas observações mais recentes, ocorridas apartir de 1995. Veremos nas próximas postagens.






Formulamos teorias, como primeiro passo para desvendar o universo desconhecido e as coisas que envolvem a vida na Terra. A teoria da grande explosão, onde o universo teria surgido, não satisfaz, embora ainda seja defendida como a melhor opção, o melhor que se conseguiu até agora, deixa pontos importantes sem explicação e traz mais variáveis ao problema do que soluções.


Os Espíritos, como são as almas dos homens, um dia fizeram parte da humanidade, carregam consigo idéias humanas, sonhos e esperanças de, no futuro, ter resposta para tudo. Com Emmanuel não foi diferente, formulou suas teorias, escreveu romances, livros de auto-ajuda, pregou a moral ensinada por Jesus. Não se trata de um Espírito infalível, não há porque considerá-lo perfeito; portanto, não podemos dispensar suas mensagens de um exame cuidadoso, criterioso, coisa que até então nunca foi feito.

Do livro "A Caminho da Luz" extraímos:


Elizabeth Zolcsak, diretora de Difusão Cultural do Museu de Zoologia da USP explica que, a grande explosão deu origem ao primeiro átomo de HIDROGÊNIO no Universo. O HIDROGÊNIO é o mais simples dos átomos, formado por apenas um próton e um elétron.




Créditos: Márcia Soman Moraes


O Jornal da USP


Órgão da Universidade de São Paulo


Publicação da Divisão de Mídias impressas da Coordenadoria de Comunicação Social da USP.


"O Maior dos Mistérios"



Emmanuel desconhece a posição da ciência em relação à formação da Terra. O diagrama seguinte demonstra a abundância do hidrogênio no Universo, que não poderia ter surgido na Terra quando ocorreu a diferenciação da matéria ponderável. O hidrogênio já existia no momento da formação da Terra, como um dos elementos da nebulosa
O elemento mais abundante no Universo é exatamente o mais leve e simples de todos: o hidrogênio (1H1), com apenas um próton em seu núcleo. A seguir vem o hélio (4He2) com dois prótons e 2 nêutrons em seu núcleo. Cerca de 98% da massa do Universo é constituída desses dois elementos e os outros 2% reúnem todos os outros elementos químicos.

O pequeno mundo em que vivemos bem como todo o Universo é constituído de átomos. Existe no entanto, uma diferença relevante para a cosmologia: trata-se da proporção com que os elementos químicos ocorrem. Ao contrário do que acontece na Terra, predominam largamente no Universo os dois elementos mais leves: o HIDROGÊNIO e o HÉLIO. A grosso modo podemos dizer que em torno de 92% dos átomos existentes são de HIDROGÊNIO enquanto que perto de 7,8% sejam de HÉLIO e o restante, 0,2% sejam em proporção muito inferior de todos os outros elementos conhecidos reunidos.

Como os átomos interagem entre si, aglutinando-se, há uma tendência à formação de aglomerados de matéria. A Terra e os demais planetas, bem como os cometas e pequenos astros, são aglomerados com massas relativamente pequenas, se compararmos com as grandes estrelas massivas.

O Universo não é estático. Edwin Hubble (viveu entre 1889 e 1953) foi o responsável pela negação definitiva do modelo estático do Universo. A partir daí conseguimos contruir a imagem de um Universo em contínua expansão, com todas as galáxias afaastando-se umas das outras. Se acontece algo dinâmico com o macracosmos, porque não haveria de estar acontecendo o mesmo com as estruturas do microcosmos? Somos então levados a considerar a idéia de um universo primordial, ou pelo menos de "zonas" primordiais encravadas no Universo, extremamente quentes, resultante de grandes explosões. Os constituintes do universo localizado de então, não poderiam ser os mesmos

que encontramos hoje na Terra ou em qualquer planeta do Sistema solar. Em temperaturas da ordem de de 10000 K, as moléculas se dissociam em suas partes elementares. Acima de uma temperatura mil vezes maior, elétrons e núcleos atômicos se separam. E a uma temperatura ainda maior, cerca de 10¹¹ K, elétrons, prótons, nêutrons, fótons e neutrinos, encontram-se liberados e não existe mais núcleo atômico. A uma temperatura cem mil vezes maior que a anterior, os bosons, quarks e leptons estão livres e aí não existem prótons, elétrons ou neutrons.


Para entender a origem do Hidrogênio precisamos penetrar nos domínios da Física que se dedica à investigação do comportamento das partículas elementares e das subpartículas, mergulhando de vez nos domínios do estudo da síntese nuclear.


Convém dizer simplesmente que a Terra foi formada de uma nebulosa constituída basicamente de Hidrogênio e de "poeira estelar", deste modo, o hidrogênio não poderia ter surgido após sua solidificação - ele já estava lá desde a origem do planeta.








Um comentário:

Albino Ferreira disse...

De fato ocorreu um deslize científico do Chico ou do Espírito Emmanuel ... seria preferível que não tocasse no assunto, uma vez que se tratava de uma Teoria científica e não de um fato. Outro dia vi um questionamento com seguinte teor: "Por acaso a Ciência não erra?"
Atrevo-me, como cientista, a dizer que a Ciência não erra. Quem erra é o homem quando formula sua teoria movido pela crença nos resultados aparentes com os quais se depara. Um Teoria leva em conta, também, as interpretações subjetivas indivuduais impregnadas por uma cultura adquirida que se limita ao seu tempo. Enquanto que a Ciência valida apenas o que é consagrado como verdade após provas insofismáveis.