quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Capella: Uma das Muitas "Indústrias Químicas" do Universo

Três átomos de hélio colidem e forma um átomo de carbono liberando fótons. Sabemos com certeza que o Sol converte aproximadamente 600 milhões de toneladas de hidrogênio em hélio por segundo, mantendo a vida aqui na Terra. Esta energia produzida pelo Sol, de L=3.837E33 ergs/s é equivalente a 5 trilhões de bombas de hidrogênio por segundo. Para comparar, a primeira bomba atômica de urânio, denominada como Little Boy e que explodiu na cidade de Hiroshima - de triste lembança para a humanidade - tinha uma potência equivalente a 20 mil toneladas de TNT (tri-nitro-tolueno ou nitroglicerina). Uma bomba de hidrogênio tem uma potência em torno de 20 milhões de toneladas de TNT.

Recentemente o FUSE (Far Ultraviolet Spectroscopic Explorer) da NASA possibilitou a descoberta de uma quantidade consideravelmente alta de CARBONO GASOSO num disco de poeira em torno de uma estrela descoberta recentemente, que passou a ser conhecida como Beta Pictoris. Esta descoberta tem ajudado no estabelecimento das origens de esferas ricas de carbono como o nosso próprio sistema solar e atuar decisivamente como indicadora de outros sistemas planetários mais antigos possíveis de sustentar a vida exobiológica.







Hoje, Beta Pictoris não é a única referência que dispomos para explicar a situação de Alpha Aurigae, mais conhecida como Capella, existem outras no mesmo estágio de evolução, cercada por poeira rica em carbono. Beta Pictoris e seu sistema planetário estão ainda na infância do ponto de vista cosmológico, tendo apenas 20 milhões de anos. Não tarda lembrar que existe uma variação nas faixas de evolução estelar de acordo com a massa da estrela, assim uma estrela com 1 milhão ou 30 milhões ou 525 milhões de anos de idade podem se encontrar em fases evolutivas semelhantes. A estrela que usamos como exemplo encontra-se a 60 ly da Terra e apresenta uma massa 1,8 vezes maior do o nosso Sol, apresenta assim uma evolução menos acelerada que do Capella que não exibe nenhum disco gasoso composto de poeira a gravitar em torno das duas estrelas-mães do sistema. De acordo com Goddart Spece Fligh Center da NASA, em Greenbelt, Maryland, feitas a conhecer na revista Nature, as novas análises do disco Beta Pictoris são as primeiras realizadas para um sistema deste tipo e esclarecem a forma como o gás se comporta no interior do disco, levantado novas questões sobre o desenvolvimento dos sistemas planetários.

Segundo explicam os cientistas da NASA, entre eles, Roberge, "Existe muito, mas muito mais carbono gasoso do que o esperado, podendo ter sido esse o aspecto do sistema solar quando jovem; não se descarta também a possibilidade de se estar observando um sistema de natureza diferente.

A origem do carbono gasoso ainda não é conhecida com bases conclusivas, supõe-se que ele pode ter sua origem durante a colisão de asteróides ou cometas que libertaram o material para o disco planetário. A origem do carbono presente nos asteróides e em muitas estrelas é bem conhecida, sendo a nucleossíntese a principal responsável.

O que nos revela a ANÁLISE ESPECTROSCOPICA de Capella?




As imagens mostradas acima referem-se a Capella (Ab) obtida pelos quatro detetores de ASCA. Os detetores Solid-Stat do Spectometer da imagem latente ( SIS) foram operados na modalidade acoplada quatro cargas do dispositivo (CCD). Em cada imagem dos detectores do Spectometer da imagem latente do gás, a fonte de calibração do ferro pode ser vista na borda do campo visual.


Sabemos que Capella é uma fonte em potencial de Raio X, o que por si já apresenta um grande entrave à existência de qualquer forma de vida biológica.

O SPECTRUM GRATING é dado forma olhando o número dos raios X detectados ao longo do “arco-iris raio X”. O spectrum grating pode revelar as linhas individuais das emissões de raio X por uma variedade de elementos e seus íons, por exemplo, linhas do Fe e do Ne (néon) são vistos na figura ao lado. Esta região de energia corresponde à indicada pela caixa branca seguinte e mais no spectrum de ACIS dado no slide anterior. O spectrum verde é dos gratings do megohm e o spectrum vermelho é dos gratings de HEG.




DO “DIAGNÓSTICO PLASMA”

Os raios X vistos aqui são criados pelos átomos aquecidos à temperatura de milhões de graus. Nestas altas temperaturas, os elétrons exteriores do átomo são “descartados” para outros átomos mais afastados; o átomo é um íon positivamente carregado e é parte de um plasma de alta tem
peratura.

Medindo a intensidade, o fluxo, das diferentes linhas emissoras, obtemos informações sobre o estado do plasma. As relações das linhas de fluxo do mesmo íon dependem da temperatura e da densidade, enquanto que os íons diferentes informam sobre o estado de ionização. Uma investigação mais abrangente pode ser feita na composição e na quantificação química envolvendo o sistema.


Todos nós estamos expostos a este tipo de radiação, sem muita escolha, um exemplo disso é a presença de monitores de computador e televisores. Estas são fontes clássicas de emissão de raio X, em pequena quantidade, é verdade, mas não deixa de ser. Os aparelhos mais recentes possuem dispositivos para evitar a emissão desta radiação, uma vez que ela não é muito benéfica para a vida humana, o que lhes conferem maior segurança. Nos monitores e aparelhos de TV, existe um dispositivo que emite e acelera elétrons, que são levados a colidirem contra um anteparo (a tela), ocorrendo um freiamento dos elétrons, produzindo assim, radiação X. Recebemos raio X do Sol, mas ocorre uma “filtragem” na atmosfera suficientemente densa e muito pouco chega a atingir o solo do planeta. Como vimos, os raios X são perigosos, muitas doenças são causadas por radiação. O problema é que os raios X são uma forma de radiação ionizante. Quando a luz normal atinge um átomo, ela não muda esse átomo de maneira significativa. Mas quando raios X atingem um átomo, ele pode expulsar elétrons desse mesmo átomo para criar um ION, ou seja, um átomo eletricamente carregado. Então, os elétrons livres entram em colisão com outros átomos para criar mais ÍONS. A carga elétrica de um íon pode gerar uma reação química anormal no interior das células. Entre outras coisas, a carga pode quebrar as cadeias de DNA e desenvolver uma série de mutações. Se várias células morrerem em decorrência, tipos variados de doenças podem ocorrer. No caso de mutação a célula pode se tornar cancerígena e produzir um tipo de câncer letal que pode se espalhar rapidamente por todo o organismo. Caso a mutação ocorra em um espermatozóide ou em um óvulo, pode originar defeitos congênitos graves.

Um mundo exposto a grandes emissões de raios X não tem como desenvolver qualquer forma de vida, pelo que acabamos de expor. O SPECTRUM GRATING é conclusivo: as componentes Aa e Ab de Capella, juntas representam uma perigosa fonte de raios X – cerca de 10000 vezes maior que o nosso Sol. Se um planeta como a Terra existisse a 150 milhões de quilômetros das duas gigantes amarelas seria necessária uma atmosfera extremamente densa o que também inviabilizaria a vida sobre sua superfície. Eis aí mais um entrave à existência de qualquer forma de vida orgânica nas cercanias de Capella.



4 comentários:

aacn disse...

A Química da Vida.
Os seres vivos são essencialmente formados de células, mas mantêm também materiais intercelulares, como a substância óssea e o plasma sanguíneo. As células são constituídas de matéria viva (o protoplasma); mas compreendem igualmente produtos inertes resultantes da atividade do protoplasma, tais como o amido e a celulose, constituinte essencial da membrana esquelética de inúmeras células vegetais.

Muitos elementos químicos são encontrados nos seres vivos; os mais abundantes são o CARBONO, O HIDROGÊNIO, O OXIGÊNIO e o NITROGÊNIO que, reunidos, constituem 98% de toda a massa da matéria viva. Depois vêm os metais Na, K, Mg e Ca, os metalóides S, P, Cl (1 a 2% da matéria orgânica, para estes sete elementos). Muitos outros elementos, por fim, figuram na matéria orgânica em quantidade muito pequena (menos de 0,01% para cada um deles); são denominados oligo-elementos (do grego oligos: pouco, em pequena quantidade). Entre eles podemos citar Fe, Al, Zn, Cu, Mn, Si, Br, I.

Todos estes elementos fazem parte das substÂncias compostas, minerais e orgânicas, que estão associadas nos seres vivos.

Os átomos que compõem o nosso corpo formaram-se há muito tempo e vêm em sua totalidade de muitas estrelas. O conjunto de átomos que possibilitaram a formação de vida orgânica provém sobretudo das supernovas. Portanto, somos feitos de pó, do meio interestelar, de restos de estrelas, de restos de supernovas, somos filhos das estrelas.

Capella é uma dessas estrelas, em franca evolução (rápida) para chegar a ser uma supernova. Sua idade e sua turbulência não lhe conferem estabilidade para que possa ter um sistema de planetas orbitando em qualquer de suas esferas componentes. Se não há planetas não pode haver, em qualquer circunstância,vida orgânica.

Recomendo a leitura de cada tópico deste blog desde a primeira postagem, seguindo preferencialmente uma ordem cronológica.

Deckard Cain disse...

As formas de matéria conhecida não são as únicas existentes. E os espectros de luz podem existir em outras faixas dimensionais. Pode haver vida lá, como em marte, mesmo com nós não sendo capazes de detectar nada durante milênios. Concluir algo como certeza a partir da nossa ciência atual é achar que conhecemos tudo sobre o universo sendo que na verdade só possamos conhecer 1% dele e nem sabermos disso.

aacn disse...

De fato Cain, as formas de matérias conhecidas não são as únicas existentes. Mas existem leis naturais e universais que regem a matéria, essas são absolutas. Qualquer coisa que se situe em faixas dimensionais não se encontra mais no âmbito da matéria, pertence a outro domínio que a transcede. Pode-se dizer que a natureza de um Espírito é material? De certo que não. Quando o livro "A Caminho da Luz" trata de vida em alguma esfera capelina não deixa qualquer dúvida quanto à sua natureza carnal, própria dos mundos físicos e não a seres "muldimensionados" que no caso, não teriam como classificá-los como carnais. O Livro fala de reencarnações no mundo capelino, como poderia se congitar e encarnações ou reencarnações se não há corpos carnais? Em mundos muldimensionais não terrenos não há reencarnações, não há corpos materiais.

Ainda não passa de especulação nas esferas científicas a existência de universos paralelos e na doutrina espírita enquanto existir um dúvida sequer sobre o assunto, continuará sendo rejeitado. Espiritismo não se baseia em simples crença.

Anônimo disse...

Se vc acha q não são de Capella diga então, de onde são???

Não adianta nada vc colocar esse título em seu texto e não forncer informações sobre a questão em si. Outra coisa: desde qdo formas de vida existentes em outros planetas precisam ter semelhança com os da Terra, desde quando precisam dos mesmos elementos pra sobreviver, desde quando os nossos estudos limitados podem falar a respeito de VIDA em outros planetas do ponto de vista espiritual???