terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

ONDE ESTÃO OS PLANETAS DE CAPELLA?


Pesquisadores de diversos centros observacionais do mundo têm procurado exoplanetas e estruturas proto-planetárias, através da variação fotométrica, durante os eventuais trânsitos dos satélites colocados em órbita da Terra.

COROT é um deles – tem como alvo cerca de 30 estrelas jovens com idade de 5 a 10 Myr. A linha do lítio 670.7nm permite selecionar estrelas na faixa de idade desejada. Os alvos devem ser preferencialmente estrelas G e K de rotação elevada.


Ao invés do que se passa com o nosso Sol, a maioria das estrelas do Universo possue pelo menos uma estrela companheira à qual estão gravitacionalmente ligadas. A questão da formação desses sistemas tem sido alvo de apreciação entre os maiores especialistas em todo o mundo, ao longo dos últimos anos. Para tentar explicar o problema podemos considerar duas linhas de pensamento: a primeira considera um grande disco de poeiras fragmentando-se para dar origem a dois objetos protoestelares que depois evoluem para formar estrelas individuais. O disco pode também fragmentar-se em três, quatro ou mais partes - o que por certo daria origem a sistemas de estrelas múltiplas. Em muitos casos essas estrelas orbitam um centro de massa comum.




A equipe de cientistas coordenada e orientada por Jeremy Lim do Instituto de Astronomia e Astrofísica, da Academia Sinica, na China Formosa, examinou as protoestrelas em L1551 IRSS, um sistema estelar em formação localizada a 450 Ly da Terra. Usando o possante telescópio VLA (Very Large Array) foi descoberto uma terceira estrela que não era ainda conhecida. A análise dos objetos revelou detalhes que parecem suportar ambas as teorias. Segundo Lim, "O novo estudo mostra que os discos das duas protoestrelas principais se encontram alinhados um com o outro e alinhados com o disco circundante do sistema. Além disso, o seu movimento orbital assemelha-se ao do disco circundante." Os fatos que citamos comprovam que algo funciona como uma "pistola fumegante" detonando intermitentemente sustentando um modelo de fragmentação.


Um sistema múltiplo de estrelas é muito mais comum do que um sistema isolado como o que o nosso Sol constitui. Se Jupiter não tivesse "falhado" ou ainda melhor, se Júpiter tivesse incorporado as massas dos outros planetas gigantes, teriamos aqui um sistema duplo.

Até bem pouco tempo se pensava que O Sol estava relativamente isolado, numa região pouco "povoada" da Via Láctea, mas isto não é verdade. Um telescópio instalado em Arecipo, Chile, identificou pelo menos 20 novas estrelas nas proximidades solares, a menos de 33 Ly de distância. As estrelas descobertas são em geral mais velhas do que o Sol e só foram descobertas agora porque seubrilho é muito fraco e exige observações mais demoradas e mais técnicas. O observatório Interamericano de Cerro Tololo, construído em parceria dos chilenos com os americanos vem obtendo excelentes resultados desde o ano 2000 nessas novas pesquisas. Os 20 astros até agora encontrados são todas estrelas anãs vermelhas - bem menores que o nosso Sol, possuindo um brilho muito fraco, mas com um tempo de vida estimado em mais de 1 trilhão de anos. Lembramos que o Sol tem cerca de 5 bilhões de anos. A descoberta dessas estrelas pode liquidar a teoria do Big Bang.


Sistemas múltiplos como Capella (contendo pelo menos 9 estrelas) dificilmente apresentam formação planetária. Temos encontrado planetas em sistemas duplos e em sistemas triplos (não se descarta a possibilidade de que sistemas quádruplos também possa possuir planetas), a se levar em conta as observações feitas até agora, a probabilidade de se encontrar planetas em sistemas simples como o Sol ou em sistemas duplos, é bem mais significativa do que nos sistemas com um número maior de estrelas. E todos os planetas encontrados em sistemas duplos e triplos são gigantes gasosos e os poucos planetas rochosos foram encontrados em sistemas simples. O nosso sistema solar é ainda o sistema ideal.

CONVÉM DEIXAR BEM CLARO: NENHUM PLANETA FOI ENCONTRADO NO SISTEMA CAPELLA, O SISTEMA É CONSTITUÍDO DE NOVE FORMAÇÕES ESTELARES QUE APRESENTAM UM COMPORTAMENTO ORBITAL QUE INVIABILIZA A PRESENÇA DE PLANETAS.



NÃO EXISTE VIDA ORGÂNICA SEM PLANETAS!


Em Capella encontramos estrelas como:
Anãs vermelhas (frias) – são mais comuns no Universo - possuem baixa luminosidade – localizadas no diagrama HR na extremidade inferior da seqüência principal. Temperatura típica = 2700 K; raio = 0,1 R☼, Massa = 0,1 M☼; densidade em torno de 100 vezes a densidade do Sol.

Anãs marrons - estrelas de menor massa - muito baixa luminosidade, estrelas fracas, difíceis de serem detectadas. Classificadas em 1975 pela Astrônoma americana Jill Cornell Tatter . São proto-estrelas, massa menor que 0,08 M☼ - nunca queimarão hidrogênio, nunca atingirão a seqüência principal. Elas têm aproximadamente 13 a 60 Mjup; com uma temperatura efetiva de 1000 K. São conhecidas mais de 150 e uma delas no sistema α Aurigae.

Anãs brancas – encontram-se na margem inferior do diagrama HR.

As componentes anãs não são muito maiores do que a Terra.


De acordo com o glossário do Observatório Nacional assim se apresenta o sistema Capella ou Alpha Aurigae:

1- É um sistema de estrelas múltiplas que contém pelo menos 9 estrelas.

2- Este sistema brilhante está no Hemisfério Norte, a 45º da estrela Polaris, que é a estrela Polar do Norte .

3- Ela é a estrela mais notável, pelo brilho, na Constelação de Aurigae.












Alguns objetos interessantes em Capella:
  • Estrelas
1-As duas estrelas mais brilhantes em Capella são um sistema de estrelas binárias gigantes
2- Elas sâo ambas amarelas, como o nosso Sol, com massas 2,6 e 2,7 vezes a massa solar.
3- Uma delas é 9 vezes maior que o Sol e a outra é 12 vezes maior.
4- Cada uma delas libera, aproximadamente, 78 vezes a luz do Sol (As duas juntas chegam a brilhar 156 vezes mais que o Sol).
5- Estas duas estrelas estão aproximadamente a 43 Ly da Terra.


  • PLANETAS
Não há qualquer indicação de formação planetária em órbita de nenhuma das estrelas do Sistema.


Esquema mostrando a ejeção de plasma das estrelas principais de Capella
As duas gigantes amarela de Capella são, respectivamente, do tipo espectral G8III e G0III - no diagrama HR é colocada numa posição fora da seqüência principal.

Não há a menor dúvida de que estamos lidando com um sistema estelar altamente instável e, portanto, inviável para planetas tipo Terra.

4 comentários:

Radeir disse...

Caro Professor Albino!
Em 2007, navegando no Google Earth
para conhecer mais sobre a estrela Capella,tive uma impactante surpresa ao ampliar a linha que desce de Capella até E Aur.

É impressionante a nitidez de uma enorme imagem,completamente diferente de todas os outros pontos brilhantes que representam estrelas e objetos celestes.

Sinalizei-a e para nomeá-la me ocorreu o nome ' Quadratura de Capella' - Chameia-a assim porque a imagem é enorme em relação ao que a circunda,está como num nível inferior,abaixo, ao segundo plano e sendo redonda tem uma espécie de cruz mais escura,parecendo um embrulho para presente,amarrado com fita,o que me despertou chamá-la "Quadratura"

Gostaria de mostrar-lhe a foto,mas não sei seu e-mail,por isto peço que entre emcontato comigo no radeir@ymail.com / ou em
http://radeir.blogspot.com , onde publiquei a imagem isolada descrevendo-a como 'Possivel Planeta de Capella.

O senhor afirma categoricamente a impossibilidade de haver um planeta nesta constelação do Cocheiro e penso que vendo esta espetacular imagem, poderá estudá-la com atenção e quem sabe, mudar seu ponto de vista?

De qualquer modo,entre em contato comigo,precisamos muito falar sobre essa minha descoberta,está bem assim? Aguardo seu retorno
Um grande abraço,Radeir


CONVÉM DEIXAR BEM CLARO: NENHUM PLANETA FOI ENCONTRADO NO SISTEMA CAPELLA, O SISTEMA É CONSTITUÍDO DE NOVE FORMAÇÕES ESTELARES QUE APRESENTAM UM COMPORTAMENTO ORBITAL QUE INVIABILIZA A PRESENÇA DE PLANETAS.

Marcio N Amaral disse...

Muito boa a explanação sobre Capella. Concordo até que o sistema não ofereça condições ideais para ter planetas iguais à Terra. Entretanto, qualquer estudo cientifico tem como base o antropocentrismo, baseando-se apenas na condição humanóide. E tendo os humanos uma percepção limitadíssima sobre o universo, com certeza desconhece formas de vida em energias diferentes. Um bom exemplo é a energia heólica, conseguida através da ação dos ventos que, só é percebido visualmente pelo ser humano desde que haja um agente passivo exposto - uma pá rotativa ou a nossa pele.
Não creio em discos voadores, milagres ou qualquer outro fato que não seja cientifico. Deus é fruto da imaginação. Big bang é apenas uma teoria mais propensa ao erro devido ao alto grau de antropocentrismo dos humanóides. Energia, hummm... é o que somos? Nem mesmo nós sabemos. Poderiamos ter vindo de Capella? Talvez. Mas o que somos realmente em relação à Terra? Massa transitória repleta de energia? Alma? Podem ser duas das centenas de definições; temos origem? Pode ser. Estamos ligados a uma energia maior e ainda desconhecida no universo? Também é uma hipótese. O que nos resta então? Apenas a dúvida da nossa origem e do nosso futuro. Futuro? Será que o futuro não é inerente apenas à massa composta visivel apenas ao nosso parco cérebro? Quem sabe evoluamos mais um pouco se a comunidade cientista descobrir como enxergar o vento sem a necessidade das partículas para expô-lo visualmente aos impulsos ópticos humanos.
Podemos ter vindo de Capella ou de qualquer outra parte do universo. Espírita, católico, evangélico, protestante, mulçumano... divergem na maioria dos pontos, mas comungam o mesmo sentimento de atração pelo iniverso desconhecido. Mas chegará um dia em que as linhas paralelas da religião e a ciência vão se convergir.

Claudia disse...

Vi em outro blog a mesma explicação e a colocação do autor com os dizeres: A vida como a conhecemos... isso me fez pensar que só conhecemos a vida de forma humana. Pode ser que haja vida nas anãs, mas um tipo de vida que ainda é de concepção limitada à atrasada mente humana

Tony Santos disse...

Só para esclarescer:
A humanidade presente na terra não é originária de Capela. Segundo o Espiritismo, algumas milhares de criaturas, aqui foram trazidas para se auto reajustarem, e contribuirem para a evolução dos terraquios; como a civilizaçąo egípicia que passou pela terra por volta de 12000 ac. E a ariana.