terça-feira, 1 de janeiro de 2008

Os Exilados não são de Capella - Parte I

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Mais difícil do que convencer alguém a aceitar novos conceitos é convencer alguém a “se livrar” dos velhos.

A imobilidade, em lugar de ser uma força, se torna uma causa de fraqueza e de ruína para quem não segue o movimento geral; ela rompe a unidade, porque aqueles que querem ir adiante se separam daqueles que se obstinam em permanecer para trás.
Predições do Evangelho – Gênese: Cap. XVII

SOBRE A CRÍTICA ESPÍRITA

DEUS nos deu julgamento e bom senso para nos servirmos deles. Os Espíritos superiores são os primeiros a recomendar-nos sempre o procedimento judicatório, e nos dão com isso prova de sua superioridade. Longe de se formalizarem com a CRÍTICA, pedem-na incessantemente. Só os Espíritos inferiores pretendem impor autoridade e fazer aceitar tudo quanto dizem – e dizem, não raro, verdadeiras utopias – como se a qualidade de Espírito conferisse méritos que não possuem ou fosse bastante para se fazerem acreditar sob palavra. É que eles sabem muito bem que tudo têm a perder quando suas palavras são submetidas a exame.

(Revue Spirite – 1860 – pág. 108)‏

Bem às avessas, um número considerável de dirigentes e frequentadores de instituições espíritas condena a crítica, principalmente quando ela é dirigida a obras de médiuns famosos e a textos atribuídos a Espíritos tidos como notáveis. Há um pouco mais de um ano, um diretor de uma emissora espírita simplesmente proibiu que qualquer matéria discutindo a possibilidade real de Espíritos exilados não terem se originado de Capella, fosse discutido em qualquer programa. Coisa incompreensível para um Espírita; sem dúvida um ato de violência cometida contra a própria filosofia espírita - segundo Antonio Genovesi, famoso filósofo do século XVIII, "A pior violência que se pode cometer contra o filósofo é impedí-lo de falar."

Mas o filósofo não se cala enquanto os fatos que provam seu erro não lhe bastam. O melhor caminho é deixá-lo falar do juízo que formulou, pois, a razão se demonstra e não se impõe por outra força que não sejam os argumentos, a lógica e a coerência.

Separar o verdadeiro do falso, descobrir a embustice oculta sob um aparato de frases empoladas, desmascarar impostores, eis, sem contradita, uma das maiores dificuldades da Ciência Espírita. Para superá-la é necessário longa experiência, conhecer todas as velhacarias de que são capazes os Espíritos de baixa classe, ter muita prudência, ver as coisas com o mais imperturbável sangue frio, e resguardar-se, principalmente, do entusiasmo que cega. (Revue Spirite – 1859 – pág. 177)‏

A verdade, eis a única coisa em mira. A crítica, portanto, deve ser prazeirosamente aceita pelos Espíritos quando são superiores, pois, de duas uma: ou estão seguros do que sustentam e têm assim elementos para nos dar em discussão a evidência de que necessecitamos, ou não estão ainda bem esclarecidos sobre o ponto em estudo e podem, discutindo, aprender conosco. A instrução pode ser recíproca. Se os homens podem instruir-se com os Espíritos, também estes podem instruir-se com os homens.

Somam-se ao desconhecimento da metodologia utilizada na Codificação Espírita, a confiança exagerada que se depositam nos Espíritos e nos médiuns. É muito difícil, num ditado que se apresenta como mediúnico, separar o que vem da mente do médium da idéia trans mitida pelo Espírito. Por que então necessita o médium aprimorar-se no estilo e na forma de pensar do Espírito, principalmente quando se trata de um Espírito cuja última existência na Terra é conhecida? Justificar o desdém com a analíse crítica de qualquer obra alegando ser ela de autoria de Espíritos que não erram, que são "superiores" ou "perfeito", ou que o médium é reencarnação de Allan Kardec, é inaceitável porque fere o proprio código Espírita.

O grande critérium do ensinamento dado pelos Espíritos superiores é a Lógica. Temos motivos para não aceitar levianamente todas as teorias dadas pelos Espíritos. Quando surge uma teoria nova, fechamo-nos no papel de observador; fazemos abstração de sua origem espírita, sem nos deixar ofuscar pelo brilho de nomes pomposos; examinamo-la como se emanasse de simples mortal; procuramos ver se ela é racional, se dá conta de tudo, se resolve todas as dificuldades. (Revue Spirite – 1860 – pág. 108)

JULGAMOS. COMPARAMOS. TIRAMOS CONSEQÜÊNCIAS de nossas observações. Seus erros mesmo são para nós ensinamentos. Não fazemos renúncia de nosso discernimento (Revue Spirite – 1860 – pág. 176). OBSERVAR, JULGAR e COMPARAR , tal é a regra constante que tenho seguido (Obras Póstumas). Trabalho com os Espíritos como trabalho com os homens; são para mim do mais humilde ao mais graduado, instrumentos de meu aprendizado e, não reveladores predestinados. (Obras Póstumas)

Allan Kardec, quando decidia em prol de uma doutrina, fazia-o com tamanha segurança que ninguém, encarnado ou desencarnado, seria capaz de levá-lo a reconsiderar, pois havia eliminado todos os argumentos em contrário.

Muito ao contrário, o “Espiritismo à Brasileira” ou, como queiram, “Às avessas” não consideram esses cuidados. Convém lembrarmos Dora Incontri em seu livro “Kardec Educador Rivail” que com muita lucidez afirma: “ ... é preciso considerar que existem claramente duas tendências no movimento espírita brasileiro: a mais popular, que se tornou massa de crítica nas últimas décadas, praticada na maior parte dos centros espíritas e nas obras sociais que levam o rótulo de espírita, tem um perfil politicamente conservador e socialmente assistencialista. Realizando quase um sincretismo com a herança católica, essa tendência é criticada pela outra face do espiritismo brasileiro, representada entre outros pelo jornalista e filósofo J. Herculano Pires.” Os que se alinham na primeira terão muita dificuldade para compreenderem a seriedade desta exposição de motivos que nega de forma peremptória a possibilidade de algum Espírito originário de Capella tenha em qualquer época se exilado na Terra – suas crenças oscilam entre a fé cega e dogmática ainda presente como marcante influência católica e a ciência que colocam como fé raciocinada.

Vamos então examinar a questão mais detidamente sem dar importância a opinião da maioria dos adeptos do primeiro segmento do espiritismo brasileiro, uma vez que, para a ciência não tem valor algum

Logo abaixo temos :

o frontispício da obra “A Caminho da Luz” - a primeira a sustentar a opinião de que Espíritos originados de Capella tenham se exilado no planeta Terra. No Antilóquio da obra, o Espírito que se apresenta como sendo Emmanuel, assim se expressa:

"Não deverá ser este um trabalho histórico. A história do mundo está compilada e feita. Nossa contribuição será à tese religiosa, elucidando a influência sagrada da fé e o ascendente espiritual, no curso de todas as civilizações terrestres."

A contradição com o frontispício da obra é visível: embora tenha afirmado no subtítulo que se trata da História da Civilização, ele nega que a obra seja um trabalho histórico. Outro erro está em afirmar que a história do mundo está compilada e feita, qualquer historiador pode apresentar fatos que demonstrem justamente o contrário: a história está sempre sendo reescrita a cada nova descoberta arqueológica. As interpretações do autor referem-se ao conhecimento existente na década iniciada em 1930 e que hoje precisam ser revistas.


Há também algumas informações científicas hoje descartadas em função de novas descobertas e da formulação de novos e mais precisos conceitos. Veremos alguns exemplos.

"A primeira, verificou-se quando o orbe terrestre se desprendeu da nebulosa solar, a fim de que se lançassem, no Tempo e no Espaço, as balizas do nosso sistema cosmgônico e os pródromos da vida na matéria em ignição, do planeta, e a segunda, quando decidia a vinda do Senhor à face da Terra, trazendo à família humana a lição imortal do seu Evangelho de amor e redenção"

De fato, considera-se que a Terra se formou de uma nebulosa. Uma nebulosa planetária é um objeto constituído por um invólucro brilhante de gases e plasma, formado por certos tipos de estrelas no período final do seu ciclo de vida. Não está de todo relacionada com planetas, uma vez que seu nome resulta de uma suposta similitude com a aparência que apresenta em muitos casos com planetas gigantes gasosos. As nebulosas desempenham um importante papel na evolução química das estrelas e até mesmo das galáxias. É rica em carbono, azoto, oxigênio e cálcio, originários de nucleossíntese a partir do hidrogênio. Portanto, o Sol, os planetas e tudo mais que existe no sistema solar tem sua origem a partir de nuvens de gás e poeira cósmica, em torno das quais foram agregando-se, materiais sólidos vindos de choques e fragmentos de rochas cada vez maiores provenientes dos restos de outros corpos que existiram muito antes. Uma combinação de elementos químicos, onde o hidrogênio tem predominância quase que total, gerou o intenso calor, observado na Terra nos seus primeiros milênios de existência - o hidrogênio lá estava presente.


Ao lado, observamos a morte de uma estrela - é como grandes quantidades de matéria (rochas e gases) se espalham pelo Universo. Como no Universo nada se cria, tudo se transforma ... um dia toda essa matéria fará parte de uma outra estrela, planeta, cometa ou outro astro.


'Depois de formada, a estrela não sofre durante maior parte de sua vida, alterações significativas em sua massa e em seu volume. Nosso Sol tem permanecido como está por muitos bilhões de anos. Mas, um dia, acaba o combustível da estrela e ela não tem mais o que queimar e as camadas próximas ao seu centro não suportam mais o peso e começam a se precipitar para o interior de forma vestiginosa. A temperatura aumenta e a produção de energia torna-se muito mais acentuada e as camadas mais externas são então empurradas para fora, a estrela fica mais volumosa, menos densa, e sua superficie fica mais fria, até que ela atinge o estágio de gigante vermelha. Betelgeuse é um bom exemplo - ela encontra-se na constelação de Orion, bem próximo ao conjunto etelar conhecido como "Três Marias".


As estrelas não morrem todas do mesmo jeito, nem a duração de vida é a mesma para todas elas. As de maiores massas vivem menos, gastam mais rapidamente seu combustível; algumas chegam a viver apenas 1 milhão de anos; as de menos massa como o nosso Sol chegam a ultrapassar 10 bilhões de anos..

A morte de uma estrela de muita massa, digamos 8 ou mais vezes a massa solar, tem morte violenta e espetacular. Geralmente explode, formando uma supernova: a parte externa se rompe e acaba sendo expulsa para fora e as camadas mais próximas do núcleo implodem contraindo-se e compactando-se. O núcleo fica pequeno e denso, a ponto de uma extensão de matéria tal como uma agulha de mão pode ter o mesmo peso de um edifício como uma das torres gêmeas derrubada durante o atentado de 11 de setembro.

Outro fato, digno de observação, no texto extraído do livro “A Caminho da Luz” é a informação que antecipava a vinda de Jesus à face da Terra.

Que Espírito poderia ter tal informação?

E onde foi parar a universalidade da informação?

É confiável o que vem de um único Espírito?

Um Espírito comum poderia ter o privilégio de conhecer os designios divinos a ponto de notificar a vinda de um Espírito de tal envergadura para presidir os destinos espirituais da humanidade planetária?

Um comentário:

ANDRÉ DE ARRUDA MENDES disse...

BOA TARDE !!!
QUE DEUS, CRISTO E OS ESPÍRITOS SUPERIORES TE ILUMINEM SEMPRE.
COMO EU JA DISSE ANTES EU MANTENHO MINHA OPNIÃO EM CONCORDAR COM KARDEC, EMANUEL, EDGAR ARMOND, E MSMO AUTORES ESPIRITUALISTAS, COMO RAMATIS, ALBERT PAUL DAHUI, HILARIÃO DE MONTE NEBO, ENTRE OUTROS, QUE AFIRMAM QUASE QUE A MESMO COISA, SOBRE TODOS OS PONTOS QUE VOCE DISCORDA.
VEJAMOS SE NÃO É O CASO DE TOMARMOS " ALETRA DO ESPÍRITO, PELOS ESPÍRITO DA LETRA.".
MUITA LUZ EM SEU CAMINHO.
DO SEU IRMÃO NA ETERNIDADE ANDRÉ.